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Psicoterapia Crianças e Adolescentes

Todas as crianças são únicas e especiais, e transportam dentro delas uma curiosidade infinitamente mágica. Cada uma com a sua especificidade própria caminha para explorar e aprender a lidar com o mundo. O desenvolvimento é marcado por diferentes etapas, com marcos cruciais. Enquanto caminham crescem fisicamente, desenvolvem os seus traços de temperamento e personalidade, e definem as suas esferas emocionais e comportamentais. A componente genética, experiências de vida, estilos parentais, e o relacionamento com os pares, entre outros, influenciam o seu desenvolvimento.

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Tal como os adultos, também as crianças e os adolescentes tentam resolver os problemas por si mesmos, por isso, disfarçam tão bem os seus medos, um bullying que estejam a passar, uma dificuldade escolar, uma ansiedade ou timidez, uma anorexia, um abuso, ou outras inúmeras situações que possam estar a vivenciar. Inesperadamente sem se aperceberem começam a manifestar problemas de comportamento, dificuldades na gestão e controlo emocional, e entre outros, baixa das notas escolares, ou dificuldades no relacionamento com os pares.

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As mudanças ocorrem ao longo de todas as etapas de desenvolvimento, mas é na adolescência que essas mudanças crescem exponencialmente. É quando o vulcão também entra em erupção, com o crescimento hormonal, físico, psicológico, emocional, e social, e que é transversal a qualquer jovem. Contudo, por vezes existem contratempos, desvios, e enquanto caminham ao sabor da aventura e descoberta do mundo novo, surgem muitas vezes dúvidas, incompreensão, solidão, que despertam angústias e dificuldades ao nível da autoestima, identidade, autoconceito, independência, segurança afetiva, entre outras, e que se traduzem muitas vezes em sofrimento, inadaptação, ou até em comportamentos autolesivos.

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A psicoterapia permite compreender aquilo que a criança ou o adolescente está a vivenciar, ao mesmo tempo que lhe fornece as coordenadas e estratégias para lidar com as suas problemáticas, em articulação com a família, escola e outros intervenientes. Com base nessa compreensão bem como na avaliação, é traçado um plano de intervenção, um projeto terapêutico que vai ajudar a criança ou adolescente, a responder às dificuldades, e conseguirem avançar mais determinados e seguros.

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Principais sintomas e problemáticas que o podem levar a recorrer à terapia:

  • Nalgumas situações é fundamental proceder a uma Avaliação Psicológica, baseada na entrevista, na aplicação de instrumentos de avaliação, e respetiva devolução e reflexão dos resultados da avaliação.

  • Perturbação do desenvolvimento intelectual e neurodesenvolvimento

  • Perturbações de Hiperatividade e Déficit de Atenção

  • Perturbação de oposição e desafio

  • Perturbações da comunicação, linguagem e fala

  • Perturbações espetro do autismo

  • Dificuldades de aprendizagem e dificuldades de aprendizagem especifica (leitura, escrita e cálculo).

  • Perturbações da Ansiedade (generalizada, ansiedade social, ansiedade de separação, recusa escolar, fobia especifica, mutismo seletivo, medos, ansiedade de desempenho)

  • Perturbação Obsessivo-compulsiva

  • Perturbação da Eliminação da urina e fezes (encoprese e enurese)

  • Anorexia, Bulimia e outras perturbações da alimentação e ingestão

  • Perturbação de Tiques e Síndrome de Gilles de La Tourrette

  • Perturbação Bipolar Pediátrica

  • Perturbações do sono (insónia, pesadelos, sonambulismo, bruxismo)

  • Perturbação depressiva

  • Luto e Divórcio

  • Sexualidade e Intimidade na infância e adolescência

  • Utilização da net (dependências na internet, cyberbullying)

  • Problemas comportamentais, birras, comportamentos oposição e indisciplina, nomeadamente dificuldades controlo dos impulsos, e dificuldades gestão ou controlo emocional

  • Insucesso e desmotivação escolar

  • Bullying

  • Orientação Escolar e Vocacional

 

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PARENTALIDADE

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A parentalidade é um desafio para os pais, e é frequente balancearem entre frustrações e gratificações. Entre tristezas e alegrias. Impor limites é uma regra básica, e os pais constroem muros de proteção, e os filhos trepam sucessivamente esses muros, porque adoram crescer por oposição. Pode parecer cansativo, mas faz parte. Os pais educam com limites e afetos, com o sim e o não, com autoridade, respeito, e liberdade.

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É frequente os pais questionarem-se no seu papel quando as coisas não correr bem com os seus filhos, e é frequente culpabilizarem-se pelo que estão a vivenciar. Procuram por vezes soluções mágicas. Não existem. Existem caminhos. Não espere que o terapeuta lhe aponte falhas. Ele será o primeiro a alavancar os seus pontos fortes e a dizer-lhe que você é a pessoa que mais está em vantagem na educação dos seus filhos. Talvez os problemas sentidos sejam devidos a causas múltiplas, aí conte com o terapeuta para identificar áreas fragilizadas, e conte com ele para intervir com estratégias.

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Verifico muitas vezes que há hiperatividade com déficit de atenção, atitudes de oposição, e tantas outras problemáticas, que levam os pais a sentirem um grande desgaste, sobretudo quando se somam as queixas escolares. Nem sempre as manifestações comportamentais são devido à responsabilidade dos pais, mas estes culpam-se com frequência, porque alguns foram pondo alguns sinais para de baixo do tapete, até não dar mais. Antes de começar qualquer intervenção é importante desculpabilizar, para que a partir daí se possa encetar um novo caminho com um novo calçado e assim alcançar um novo horizonte, para que se possam perspectivar diferente.  Por vezes têm que trocar os sapatos uns dos outros para reconhecerem mais facilmente as dificuldades uns dos outros.

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Por vezes verifico uma comunicação disfuncional entre pais e filhos, com divergências constantes, com silêncios capazes de rasgar o ambiente, gritos, acusações e desqualificações, crítica, e outras distorções que alimentam uma comunicação disfuncional, e impede que a família fique mais unida, cúmplice, e que se nutra de afetos positivos. Por vezes os pais não percebem o motivo da baixa no rendimento escolar, ou os comportamentos desviantes, e tentam encontrar respostas fora do sistema familiar, mas muitas vezes a solução está dentro da própria família, e em muitas situações, a criança é apenas o sintoma de um sistema familiar que está em sofrimento, ou que está disfuncional por acontecimentos inesperados (uma separação, uma doença, uma perda, consumos, etc.). Acontece que a criança muitas vezes se apresenta como sendo o terreno emocional mais vulnerável e que se encontra mais disponível para revelar os sintomas do mal-estar. Nestas situações, pode-se propor uma intervenção familiar, podendo-se criar novos padrões comunicacionais que permitam nutrir emocionalmente as relações dentro do sistema familiar.

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Psicologia e Terapia de Casal e Familiar
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